sábado, 2 de outubro de 2010

Domingo dia 03, vote Marina 43 para presidente do Brasil.

Ela possui uma biografia irrepreensível, uma história de luta pelas causas sociais e ambientais. Estou falando de Marina Silva, que no momento é a pessoa mais preparada para suceder o presidente Lula no comando do país.
Então, se você está na dúvida, vote 43 Marina Silva presidente do Brasil.

Por Danilo Souza

Palestra: Paulo Henrique Amorim

Por Danilo Souza
Olá, tudo bem? Com essa pergunta bem humorada, o jornalista e apresentador da rede Record de televisão, Paulo Henrique Amorim, começou a sua palestra na terça, dia 28, no auditório da fundação Visconde de Cayru, no centro de Salvador. Com o seguinte tema: O papel da mídia na democracia, ele fez um breve apanhado histórico da comunicação no país, e salientou a importância da mesma no pleito eleitoral de domingo, dia três de outubro. Ao final da palestra, ele respondeu perguntas do público, tirou fotos e destribuiu autógrafos.


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Enquete eleitoral

Dilma, Serra ou Marina.

De quem será o seu voto?

Feira de São Joaquim. Patrimônio de Salvador. Vamos à feira!

Danilo Souza


Ao entrar por suas ruas apertadas, que popularmente são chamadas de becos e que nem de longe se compara com as famosas alamedas dos grandes shoppings Centers da cidade, conhecemos a Feira de São Joaquim. Lá, nos deparamos com todo tipo de gente, o que faz o local ser diferenciado por suas particulares, no que se diz respeito ao patrimônio cultural e imaterial do lugar.
Na feira se acha de tudo no que refere ao conhecimento popular, das ervas mais variadas aos temperos mais exóticos da culinária baiana. Uma marca muito presente no local é a religiosidade, no decorrer da caminhada o visitante se depara com barracas que tem como mercadoria elementos para rituais das religiões afro-brasileiras. São todos os tipos de instrumentos e acessórios utilizados nessas cerimônias religiosas. É normal ao longo da caminhada ouvir algum comerciante gritando: “Olha galinha para macumba... Olha o prato para o despacho!”.
Semiótica. A verdade é que a Feira de São Joaquim, em Salvador, traz consigo elementos semióticos muito contundentes no seu cotidiano. A forma de se comunicar de um feirante, as placas sinalizadoras na entrada de cada rua tudo é simbólico, tem intrínseco seu significado, o que para alguns visitantes dos finais de semana não representa muita coisa, para o vendedor tem valor inestimável, pois ele depende exclusivamente da feira. Esta é a realidade de Romilson Gomes, 19, que trabalha no local há três anos, jovem tímido de poucas palavras, ele se limita a dizer que a feira é importante para ele e que o movimento é bastante intenso todos os dias da semana.

Histórico

Fundada no final da década de 1960, depois da destruição da feira de águas de meninos pelo fogo em 1964, a Feira de São Joaquim têm um grande valor na vida dos moradores de baixa renda, em especial aqueles que residem na cidade baixa. Atualmente, localiza-se na cidade baixa, entre a Baia de Todos os Santos e a Avenida Oscar Pontes, no Comércio, com sua área de aproximadamente 34 mil metros quadrados, é de fundamental importância na vida das sete mil pessoas que tiram sustento de seus familiares. Vale ressaltar que, a maior parte dos trabalhadores da feira, são descendentes de escravos africanos, dessa forma produzem cerâmicas, potes, cuscuzeiros, gervão, etc. Por isso, e por muito mais a feira é considerada um patrimônio da cidade do Salvador, devendo ser preservado o aspecto histórico para que o semiótico perdure por muitos anos.

Abandono

No que se refere à organização de espaço físico e segurança a feira deixa a desejar, esse é um ponto que merece uma atenção especial por parte dos órgãos competentes. O local tem 41 anos, porém não existe nenhum projeto efetivo para a sua revitalização, quem chega tem a impressão que é lugar é abanado devido às condições precárias de higiene, segurança etc.
O presidente do Sindicato dos Feirantes (SINDFE) Ruiberg de Lima, 69 anos, 25 de feira, diz que desde algum tempo a Feira foi totalmente abandonada e realmente ficou ruim para se trabalhar, comentar: “Isso aqui já foi bom, hoje não presta mais, falta organização e principalmente segurança, a prefeitura nos esqueceu totalmente.”

Eventos na feira

Não obstante as dificuldades, os trabalhadores do lugar têm unido esforços para que a Feira não fique só na memória. Prova disso, foi à exposição que ocorreu em 2007 do publicitário e fotógrafo baiano Sergio Guerra, intitulada de Negroamor. Nessa exposição que tinha como objetivo revelar as semelhanças do povo baiano com o angolano, por isso a Feira foi utilizada para o evento, tendo em vista seus freqüentadores na sua maioria serem afros descendentes e, se verem representados por essa exposição. Outro evento aconteceu em 2009, dessa vez, foi com um desfile de moda do estilista Leonel Mattos, ele resolveu fazer algo não convencional, e conseguiu. No dia 14 de Maio, de 2009, aconteceu a sua exposição intitulada de Ocupação Artística na Feira de São Joaquim, para isso se usaram tapetes vermelhos e tudo mais, ou seja, as ruas barrentas da feira se transformaram em uma verdadeira passarela de moda.
Eventos como esses buscam valorizar a Feira de São Joaquim, para que os soteropolitanos não venham esquecer-se de um dos seus maiores patrimônios tanto cultural e imaterial da cidade.
Enfim, deve haver um esforço conjunto entre a sociedade civil Prefeitura e o Governo do Estado, para que Salvador não perca a Feira de São Joaquim. Até porque, isso ocorrendo a cidade vai está perdendo um patrimônio cultural e imaterial de inestimátivel valor para seu povo, e o lugar tão admirado ficará só na memória de quem trabalhava e comprava na Feira.

sábado, 5 de junho de 2010

Ler, conhecer e viver

Por Danilo Souza

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram que 68% da população sabe ler, no entanto, não conseguem interpretar. É o que os profissionais da área de educação chamam de “analfabetismo funcional”. Em Salvador, no bairro do Calabar, existe uma ação social que busca sanar as dificuldades de crianças e adolescentes no que se refere à leitura e interpretação de texto.
Ler, Conhecer e Viver, esse é o nome da ação que tem feito à diferença e melhorado, gradativamente, o fator da leitura interpretativa na comunidade. Ele é coordenado pelo jovem Rodrigo Nunes, morador do bairro há 26 anos. Ele diz: “Para mim, é muito gratificante tomar conta desse espaço, que tem promovido o saber entre a população jovem do bairro.”.
Inaugurada há um ano e meio, a biblioteca do Calabar como é conhecida entre os moradores, possui um acervo diversificado, com obras que vão de Monteiro Lobato passando por Machado de Assis e chegando a Carlos Dumont de Andrade. No espaço, os adolescentes não só lêem, eles praticam pequenas encenações teatrais com os conteúdos extraído das obras lidas, é uma forma de fixar melhor os textos, o que conseqüentemente influencia na melhor interpretação. O adolescente Ubiratan Sá, freqüentador assíduo da biblioteca, comenta: “As leitura que realizamos aqui no espaço abrem nossas mentes, além disso, temos o mini teatro que nos ajuda a fixar melhor o conteúdo visto nos livros”. Nesse contexto, vale ressaltar que, quanto mais cedo uma criança tem contato com algum tipo de literatura a probabilidade que ela tem de entrar para a estatística como analfabeto funcional é quase zero, afirma a professora de Língua portuguesa do Colégio Estadual Luiz Eduardo Magalhães, Tânia Carvalho.

Dificuldades do início e parcerias importantes

No inicio, houve inúmeras dificuldades, a principal delas foi quanto à aquisição de livros, pois até então, os que haviam eram doados pela comunidade. “Tínhamos uma necessidade de renovar o acervo e adquirir novas obras”, comenta Rodrigo. Foi nesse contexto que surgiu a parceria com as lojas C&A, tendo em vista que, a rede possui um instituto próprio que dá apoio logístico e financeiro para ações que promovam o bem - estar e inclusão social em comunidades carentes. Hoje, a cada três meses, a empresas tira do seu quadro de funcionários voluntários e mandam ao Calabar para ministrar palestras sobre cidadania e outros temas relevantes para comunidade, demonstrando que, através de parcerias entre Organizações não governamentais (ONGS) empresas privadas quem sai ganhado são as comunidades carentes.
A verdade é que, quanto aos fatores leitura interpretativa e inclusão social, o projeto Ler, conhecer e viver tem sido referência na comunidade local, pois além de tirar os adolescentes das ruas do bairro apresenta para os mesmos um mundo diferente por meio das páginas dos livros e dessa forma proporcionam a possibilidade de sonhar com um futuro melhor. Quem quiser obter mais informações sobre o projeto pode ligar no tel.: 8701 8201 / 92787523, falar com Rodrigo Nunes ou por email: Rodrigo_calabarvivo@hotmail.com.

Deficientes lutam por direitos iguais

Por Danilo Souza
No Brasil os portadores de deficiência física sempre foram encarados como “coitadinhos”. Hoje, esse estereótipo não condiz com a realidade, pois através de muita luta e força de vontade, os mesmos vêem conquistando seus espaços no mercado de trabalho e declarando que, eles querem direitos e não piedade.
Atualmente, está em vigor no país a Lei de cotas, nº1213, em que toda empresa que possui acima de 100 funcionários, tem que ter no seu quadro 5% de deficientes. Ações como essa, têm mudado a vida de diversas pessoas que possuem algum tipo de limitação física. Um exemplo disso é a Dilza Vazão da Cruz, que possui deficiência visual e conseguiu um emprego de carteira assinada. Ela comenta: “Eu estou muito feliz com o meu emprego, os colegas de trabalho são maravilhosos”. Dilza tem outros projetos futuros, um deles, é estudar serviço social sua paixão.
É importante ressaltar que, muitas das vezes, os portadores de deficiência no ambiente de trabalho se dedicam mais de que as pessoas vistas como “normais”. Demonstrando atitude, pro atividade, foco em suas tarefas, garra e determinação, que são elementos fundamentais para o sucesso profissional em qualquer ambiente de trabalho. Como ressalta Carlos Neida, supervisor de uma loja do varejo em Salvador. Ele diz: “Fico impressionado com a garra e a vontade de aprender de dois funcionários que tenho com esse perfil, eles são exemplos para todos na empresa”.


Abadef, há 29 anos lutando pelos direitos dos deficientes físicos.

A Associação Baiana dos Deficientes Físicos (ABADEF), criada há 29 anos por iniciativa do médico Creuzio Alves, que tem como objetivo a inclusão do deficiente no mercado de trabalho, atualmente é presidida por Luíza Camara, que carrega a bandeira da inclusão dos deficientes em todos os ambientes sociais. “Queremos direitos e não piedade. Queremos respeito e não caridade”, ressalta Maria Luiza. É importante comentar que existem aproximadamente 300 empresas conveniadas com o órgão que procuram pessoas com esse perfil. Além dessas empresas, a instituição mantém parcerias com o Serviço nacional de aprendizagem comercial (SENAC) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) para cursos de capacitação em prol dos portadores de deficientes.
Ao chegar à sede da associação que se localiza na Avenida sete de Setembro, 281 Palácio da Aclamação (Passeio público), nota-se a urgente necessidade de um maior espaço para o órgão. “Nós já falamos com a secretaria da ação social do Estado, eles dizem que estão procurando ver um melhor local para ceder ao órgão”, comenta Luiza Camara.
Apesar das dificuldades, a associação baiana dos deficientes físicos (ABADEF), têm feito a diferença para essa parcela da população que tanto necessita de um auxilio, seja para inclusão de mercado de trabalho ou até em outras questões referentes ao dia a dia dos mesmos. Quem quiser obter mais informações sobre a associação pode ligar no tel. 3321 5500, ou através do E-mail: abadefba@yahoo.com.br.